Polícia belga invade app do tráfico e apreende 28 toneladas de cocaína

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A Polícia Federal da Bélgica anunciou na segunda-feira (5) que conseguiu apreender quase 28 toneladas de cocaína no porto de Antuérpia, o segundo maior da Europa, em pouco mais de um mês e meio de operações, após invadir uma rede de mensagens criptografadas, usada por traficantes para coordenar a chegada e distribuição de entorpecentes.

Segundo as autoridades belgas, as 27,64 toneladas de cocaína apreendidas poderiam ser vendidas nas ruas por um total de até 1,4 bilhão de euros (o equivalente a US$ 1,65 bilhão ou R$ 9,75 bilhões).

Em fevereiro, analistas da polícia conseguiram acesso a mensagens de um serviço chamado Sky ECC, que revelaram detalhes sobre a logística usada pelos traficantes. Desde então, diversas apreensões foram realizadas, incluindo uma de 11 toneladas na madrugada do último sábado (3), disse a Polícia Federal da Bélgica em um comunicado.

“Durante uma investigação sobre uma organização suspeita de fornecer telefones criptografados para grupos criminosos, especialistas da polícia conseguiram quebrar a encriptação das mensagens da Sky ECC. Esses dados ajudaram em investigações em andamento, mas também abriram caminho para encontrar novos crimes, o tráfico de cocaína aparece com destaque nas informações interceptadas”, diz a nota.

Redes privadas revelam crimes

Não é a primeira vez que forças de segurança conseguiram fazer grandes apreensões se infiltrando em plataformas criptografadas usadas por quadrilhas. No ano passado, agências da França e da Holanda conseguiram invadir a EncroChat e, com isso, conseguiram monitoras as comunicações de diversos grupos criminosos, incluindo fotos e milhões de mensagens.

Somente no Reino Unido, uma operação feita com base em dados coletados no EncroChat e compartilhados entre as polícias europeias resultou em 746 prisões, além da apreensão de 54 milhões de libras (cerca de R$ 417 milhões) em dinheiro, 77 armas e mais de duas toneladas de drogas. Foi a maior ação desse tipo no país.

A polícia holandesa afirmou ter feito 60 prisões em uma só operação, na qual os agentes apreenderam 25 toneladas de drogas, US$ 23 milhões (cerca de R$ 152 milhões) em notas, dezenas de armas automáticas, 25 carros e relógios de luxo. Além disso, os agentes desmantelaram 19 laboratórios que produziam drogas sintéticas.

A EncroChat oferecia celulares próprios que funcionavam em uma rede privada e criptografada, ao custo de US$ 1.870 (cerca de R$ 10,5 mil) por seis meses. Os aparelhos vinham com apps de mensagens instantâneas, ligação e um código para apagar a memória remotamente.

Segundo as polícias europeias, o serviço se tornou uma “plataforma do crime” e chegou a ser usada por mais de 60 mil pessoas no mundo todo, para coordenar a logística de quadrilhas de tráfico, lavagem de dinheiro e até planos para matar grupos ou criminosos rivais.

Agora Noticias Brasil

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