PM mata namorada com tiro durante sequestro em Valença, RJ

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Um policial militar assassinou a namorada com um tiro na boca, nesta sexta-feira (27), após mantê-la refém dentro de um carro, no estacionamento do campus do Centro Universitário de Valença, no Sul do Rio de Janeiro. O sequestro durou cerca de duas horas e meia.

Janitom Celso Rosa Amorim, de 39 anos, foi imobilizado por policiais logo após o disparo e foi levado algemado, em um carro da polícia, para a delegacia da cidade. Por ser policial militar, ele será transferido ainda nesta sexta-feira para o Batalhão Especial da corporação, que fica em Benfica, no Rio de Janeiro.

A vítima é Mayara Pereira de Oliveira Fernandes, de 31 anos, aluna de um curso de pós-graduação da área de odontologia na instituição.

Ela foi socorrida pelo Samu e levada ainda com vida para o Hospital Escola da cidade. Segundo os bombeiros, que ajudaram no resgate, a jovem teve quatro paradas cardíacas no hospital. A morte foi confirmada pela Polícia Militar. Ela morava em Volta Redonda e trabalhou há alguns anos em um consultório de odontologia em Resende.

Mayara tinha 31 anos e era estudante de pós-graduação — Foto: Reprodução/Redes sociais

Mayara tinha 31 anos e era estudante de pós-graduação — Foto: Reprodução/Redes sociais

O sequestro começou por volta das 10h30. Segundo a universidade, equipes de segurança viram os dois discutindo dentro do carro e, ao notar que o homem estava armado, chamaram a polícia.

A tentativa de negociação contou com policiais civis e militares. Uma equipe da Unidade de Intervenção Tática (UIT) do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegou ao local de helicóptero para ajudar no trabalho.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que os policiais seguiram os protocolos das ocorrências com refém. Disse ainda que o assassino responderá pelo crime nas esferas civil e militar, que repudia “com veemência” a atitude do policial e se solidariza com a família da vítima.

O caso será conduzido pela 91ª delegacia de Polícia Civil de Valença e pela 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (Barra do Piraí).

Neste início das investigações, a polícia apreendeu a arma usada no crime e recolheu os celulares da vítima e do policial. Os investigadores vão procurar por trocas de mensagens que possam ajudar a esclarecer a motivação do assassinato.

Universidade lamenta sequestro e desfecho

Durante o sequestro, os alunos e os colaboradores da universidade foram orientados a não saírem das salas de aulas e dos setores de trabalho. Após o desfecho, as dependências foram esvaziadas e as atividades no campus foram suspensas até a próxima segunda-feira (30).

“Um acontecimento inesperado em uma cidade tão tranquila quanto Valença, mas que infelizmente reflete um cenário nacional de violência contra a mulher. Vivenciar essa situação é revoltante e extremamente entristecedor. Nos sentimos impotentes ao testemunhar, mesmo com ação imediata da polícia no local, um desfecho trágico”, informou a universidade, em nota oficial.

“Estamos todos muito abalados e unidos em pensamento pela família da Mayara. Seguimos colaborando com autoridades no desdobramento da situação e à disposição da família para suporte nesse momento de dor”, finalizou.

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