PM investiga participação de policiais em atentado a bomba contra presidente de diretório do PT

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Polícia Militar abriu uma investigação para apurar a participação de policiais em um atentado a bomba contra a casa da presidente municipal do PT em Nuporanga, no interior de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira, 29. Imagens de uma câmera de segurança mostram uma viatura da PM sendo usada na fuga de um homem logo após a explosão na casa da dirigente, Mariene Guioto.

Os policiais envolvidos foram afastados do serviço operacional, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) estadual. O caso foi denunciado por deputados estaduais petistas nas redes sociais. Segundo a PM, a instituição instaurou o inquérito “assim que tomou conhecimento das imagens”.

No vídeo, um homem corre em direção à viatura da PM enquanto um clarão aparece na imagem. O homem vai até a viatura e entra logo após a explosão, sentando-se no assento do passageiro, e a viatura arranca em seguida.

A vítima do atentado publicou nesta segunda uma mensagem em que destaca sua trajetória na defesa de melhorias das condições de trabalho para professores. “Ninguém tem o direito de violar a lei quanto aos aspectos de segurança e proteção ainda mais quando se trata de função”, escreveu Mariene. “Estou inconformada, mas não desamparada nesse momento.”

A SSP disse, em nota, que foram solicitados exames de perícia no local da explosão, e que os resultados devem ser anexados ao inquérito quando forem concluídos. “O caso foi registrado pela CPJ de São Joaquim da Barra e será investigado pela Delegacia de Polícia de Nuporanga”, disse a secreatia. “Assim que tomou conhecimento das imagens, a PM instaurou um inquérito policial militar para apurar os fatos e afastou os policiais envolvidos. A Instituição não compactua com desvios de conduta e investiga rigorosamente todas as denúncias contra seus agentes.”

Também em nota, o coordenação do PT na região de Ribeirão Preto, onde fica Nuporanga, repudiou o ataque à professora Mariene e cobrou punição aos responsáveis. “Nestes tempos de ódio e intolerância, de crise econômica e principalmente sanitária e de saúde, causada pelo Covid-19 e, que tem ceifados tantas vidas, no Brasil e no mundo, não podemos compactuar com esses atos, principalmente quando parte da própria Polícia Militar, que sabemos que tem bons policiais, instituição que tem o dever constitucional de zelar pela segurança das pessoas, exercendo função eminentemente civil, responsabilidade com a cidadania e a promoção dos direitos humanos”, diz a nota.

ESTADÃO CONTEÚDO

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