Feminicídios têm queda de 30% em 2019 no Rio Grande do Norte

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O número de feminicídios diminuiu 30% no Rio Grande do Norte, ao longo de 2019, na comparação com o ano anterior. Ao todo, 21 mulheres foram mortas no estado pelo fato de serem mulheres. Em 2018, foram 30. Os dados fazem parte do levantamento do Monitor da Violência, do G1, baseado em números oficiais de todos os estados brasileiros.

A quantidade de feminicídios do estado também foi a menor desde 2015, quando a lei brasileira passou a considerar este tipo de crime. Os dados locais estão na contramão do país, que apresentou crescimento de 7,3% na comparação com 2018. São 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média.

Apesar disso, o estado ainda tem a mesma taxa de mortalidade que a média nacional: 1,2 vítimas de feminicídio a cada 100 mil mulheres. No próximo domingo (8), é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.

Em 2019, o Rio Grande do Norte também apresentou redução 5,5% no número de mulheres vítimas de homicídios não classificados como feminicídios. Foram 102, contra 108 no ano anterior. Nesse ponto a queda foi menor que a média nacional, que chegou a 14%, passando de 4.353 casos em 2018 para 3.739 em 2019.

Casos

Renata Ranyelle Almeida tinha 23 anos e foi morta com um tiro no rosto — Foto: Redes Sociais/Facebook

Renata Ranyelle Almeida tinha 23 anos e foi morta com um tiro no rosto — Foto: Redes Sociais/Facebook

Um dos casos mais emblemáticos de feminicídio em 2019, no Rio Grande do Norte, foi o assassinato da vendedora Renata Ranyelle Almeida, de 23 anos, no mês de novembro, no município de São Miguel, Oeste potiguar. A vítima foi baleada no rosto por seu ex-namorado, que simulou um assalto à loja onde trabalhava. A cena foi flagrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

Renata chegou a ser socorrida, mas morreu após seis dias no hospital. Preso dias depois em São Paulo, o homem confessou o crime e disse que matou a ex-namorada por ciúmes.

Outro caso de feminicídio no estado foi o da estudante universitária Zaira Cruz, assassinada em Caicó, no Seridó potiguar, durante o período de carnaval. O principal suspeito é um sargento da Polícia Militar que foi preso no dia 15 de março e que segue detido. Segundo a Polícia Civil, a vítima já tinha sido vítima de estupro.

Zaira Cruz tinha 22 anos — Foto: Arquivo Pessoal

Zaira Cruz tinha 22 anos — Foto: Arquivo Pessoal

G1RN

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