Um guia para brindar o Dia Internacional da Cerveja nesta sexta-feira

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O Dia Internacional da Cerveja não surgiu em 2007 à toa. Naquela época, nos Estados Unidos, entusiastas da bebida chamavam atenção para o consumo das versões caseiras, já batizadas de artesanais. E fazer disso, claro, uma festa! A data caiu no gosto popular e, hoje, mais do que nunca, há cerveja para bebedor nenhum deixar a data passar. Que tal aprender a apreciá-la ainda mais?

O mito da espuma

Sim, o colarinho branco tem sua função e não é apenas para deixar a bebida mais bonita. Ela é fundamental para a manutenção do aroma, temperatura e sabor da cerveja. “A recomendação é que toda cerveja servida possua espuma. É uma espécie de atestado de saúde ou de qualidade, criando uma verdadeira camada protetora do líquido”, comenta Leon Mass, mestre-cervejeiro da Cervejaria Ambev.

Tamanha importância é porque nela está uma camada composta por uma grande quantidade de bolhas de gás carbônico que se forma na superfície do líquido quando ele é agitado, movimentado ou fermentado. Entre as funções, ela cria uma barreira entre o líquido e ar, estabilizando a temperatura; e evita que o líquido oxide e fique com gosto alterado. Para não ter erro, é bom ficara tento à sua espessura. “Não existe uma regra milimétrica, mas uma camada que varie entre dois e três dedos é suficiente”, complementa Maas.

Entenda os estilos

O interesse pelas cervejas artesanais aqueceu a produção da bebida pelos quatro cantos do Brasil. Por isso, hoje a produção soma estilos antes desconhecidos pela maioria dos consumidores. Você, certamente, já ouviu falar em alguma delas. Witibier, pilsen, IPA e muitas outras ao alcance das mãos.

“Com sabor e aromas peculiares, cada garrafa ou estilo de cerveja artesanal tem uma história e composição diferente por dentro. Golden, Larger, Weiss, IPA, Pale Ale, Witbier, Weizen, Imperial Stout e Vienna , as cervejas se diferenciam em sua composição e sabor. Elas chegam com toques cítricos ou frutado que lembram banana, cravo, noz, laranja e cacau e até mesmo notas condimentadas e rapadura, fazendo com que cada garrafa se torne uma experiência única”, diz o sócio da pernambucana Debron, Eduardo Farias.

Golden: receita mais popular da Inglaterra. Tem alta fermentação, cor laranja acobreado, brilhante e com espuma baixa. Ela é ideal para quem quer experimentar uma cerveja mais forte, principalmente no inverno

IPA: ela é forte e clara. Um exemplo do estilo americano Pale Ale fabricado no Brasil. Tem o amargor característico seco refrescante, com notas condimentadas, aroma frutal, floral e cítrico

Stout: ela é escura e tem rapadura e amêndoas de cacau. Também é muito indicada para o inverno por ter alta concentração alcoólica. Além disso, tem grande presença de malte tostado e aromas que lembram chocolate.

Lager: essa é puro malte. Tem baixa fermentação, é dourada e com espuma cremosa. A cerveja tem aroma que remete a cereais e um suave floral de lúpulo, além de sabor levíssimo

Pale Ale: possui alta fermentação, tem cor laranja acobreado, é brilhante e com espuma baixa. Os aromas e sabores remetem ao cítrico com notas frutadas, malte caramelo e lúpulo com médio amargor e de gosto seco.

Weizen: cerveja de trigo de alta fermentação, inspirada nas típicas receitas da Baviera, região sul da Alemanha. De coloração amarelo claro, ligeiramente turva, com espuma abundante, possui aromas e sabores intensos

Witbier: leva trigo e tem textura saborosa e cremosa. É uma cerveja condimentada com sementes de coentro, raspas de laranja e limão siciliano.

Vienna: é clara e brilhante e apresenta espuma persistente e cabonatação moderada. Tem cor âmbar e notas avermelhadas. O sabor do malte é bem evidente.

Com informações da Folha de PE