Bombeiros dizem que operação pode terminar sem resgate de todos os corpos em Brumadinho

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O tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais na operação em Brumadinho, afirmou nesta segunda-feira que a ação de resgate pode ser encerrada sem que todos os corpos dos 199 desaparecidos sejam localizados.

Devido à chuva forte que caiu na cidade nesta madrugada, as buscas na lama foram suspensas e 400 bombeiros atuam nas buscas nas margens do rio Paraopeba.

Questionado se existe a possibilidade de não serem retirados todos os corpos da lama, o tenente admitiu que o Corpo de Bombeiros trabalha com essa possibilidade.

“É uma possibilidade já deslumbrada em situações deste tipo, em que se tem estrutura colapsada e lama já é esperado que alguns corpos não sejam encontrados”.

“A gente trabalha o mais rápido possível para encontrar o maior número [de corpos]. Só que, evidentemente, pela característica da tragédia e a situação biológica de decomposição, alguns corpos a gente estima que eles infelizmente não serão possíveis de serem recuperados, mas trabalhamos para que seja o menor número possível”, disse o tenente.

Números da tragédia

  • 134 mortos confirmados – 120 identificados (veja a lista)
  • 199 desaparecidos (veja a lista)
  • 192 resgatados
  • 395 localizados

Aihara explicou que era esperada a redução no número de corpos localizados a cada dia em que as buscas se prolongam. Foram encontrados 134 mortos, sendo que 120 estão identificados.

“Este movimento de redução no número de corpos encontrados [a cada dia] já era um movimento esperado, pois nos primeiros dias após o rompimento da barragem os corpos estavam visíveis em níveis superiores da lama. Esta operação é mais fácil no início, tanto para localizar quanto para retirar com mais facilidade.”

“Agora, os corpos que são localizados, além de ser mais difícil a localização, é mais difícil também de serem retirados. Porque precisa fazer um trabalho de escoramento da lama para não prejudicar o serviço de identificação que é feito pela Polícia Civil”, disse o porta-voz.

“A quantidade de corpos por dia vai diminuir mesmo, já era um movimento esperado”, disse Aihara.

G1

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