Após 21 dias, vendedora que sumiu a caminho do trabalho na BA é achada em tenda: ‘Feliz agora’, diz mãe

242

A vendedora Tatiane Gomes Silva, de 30 anos, que sumiu a caminho do trabalho, no bairro de São Tomé de Paripe, subúrbio ferroviário de Salvador, foi encontrada pela família na tarde desta quinta-feira (11). Ela estava desaparecida há 21 dias.

De acordo com o irmão de Tatiane, Edson Gomes, a vendora foi localizada em uma tenda, no alto das dunas do bairro de Itapuã, na capital baiana.

A família chegou até a vendedora depois que ela foi vista por um religioso que subiu as dunas para orar. Conforme Edson, o homem ligou após ver uma reportagem, e falou que tinha encontrado a vendedora. Edson seguiu para o local com outros familiares e viu a irmã.

Dunas de Itapuã, onde a vendedora foi encontrada — Foto: Arquivo Pessoal

Dunas de Itapuã, onde a vendedora foi encontrada — Foto: Arquivo Pessoal

Tati, como é conhecida, está bem e já foi levada para casa. Ela ainda não falou sobre o assunto. A família suspeita que a vendedora tenha sofrido um surto.

A mãe de Tatiane, dona Joanice Gomes, de 61 anos, comemorou o retorno da filha. A dona de casa estava desesperada sem saber o que tinha acontecido e chegou a cogitar que Tati estivesse morta.

“Eu estou muito feliz agora. Estou agradecendo a Deus, como eu agradeci assim que eu soube. Foi um sofrimento e tanto durante esses dias. Estou muito feliz”, contou dona Joanice.

Caso

Tatiane desapareceu a caminho do trabalho, no subúrbio de Salvador  — Foto: Itana Silva/G1

Tatiane desapareceu a caminho do trabalho, no subúrbio de Salvador — Foto: Itana Silva/G1

Tatiane Gomes desapareceu no dia 20 de setembro. De acordo com dona Joanice, antes de sumir, ela foi vista descendo do ônibus que costumava pegar para ir para a loja onde trabalha. No entanto, ela não chegou no local, que fica em Paripe.

A família contou que descobriu que Tati estava desaparecida depois que a patroa da vendedora foi até a casa onde ela mora com a mãe e os irmãos, para saber porque ela não foi trabalhar.

Dia 20 de setembro foi uma quinta-feira. Na sexta, dia 21, a família foi até o Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP) para registrar o desaparecimento. Contudo, foi orientada a voltar na segunda-feira seguinte, dia 24 de setembro. Em seguida, o caso passou a ser investigado.

Coisas de Tati arrumadas  — Foto: Itana Silva/G1

Coisas de Tati arrumadas — Foto: Itana Silva/G1

Segundo dona Joanice, uma das primeira hipóteses levantadas pela polícia foi a de que Tatiane estava se relacionando com alguém e que poderia estar com essa pessoa. Contudo, a família descartou essa possibilidade.

Durante as buscas, os irmãos da vendedora visitaram diversos hospitais da capital baiana e, até, o Instituto Médico Legal (IML), mas não tiveram pistas dela.

Tati tem um irmão gêmeo. Juntos, eles são os mais novos dos 8 filhos de dona Joanice. A vendedora nunca se casou e não tem filhos. Por dois anos, entre 2014 e 2016, Tatiane morou em São Paulo (SP). Lá, ela também trabalhava como vendedora, em uma loja de departamento. Amigos dela na cidade chegaram a fazer buscas também.

G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here